História


O Colégio Marillac foi fundado pelas Irmãs de Caridade em 1940, a partir de uma doação de terreno que se estendia da Rua Voluntários da Pátria até o Aeroporto Campo de Marte. A doação foi feita pela senhora Maria Francisca de Jesus e Silva à Paróquia de Sant'Anna que concedeu à Associação de São Vicente de Paulo o usufruto de bens imóveis e móveis, constando no Contrato de Constituição a data de 16 de dezembro de 1940, acolhido pela Irmã Antonieta Maria Bianchet. A Irmã Luiza, vinda do Recife, iniciou a missão educacional das Irmãs de Caridade em um cômodo nos fundos do terreno com uma sala de 1ª série primária, atendendo crianças carentes da comunidade como definido no Contrato de usufruto. A Cúria Metropolitana de São Paulo firmou, então, convênio com o Governo do Estado que enviava materiais e contratava professores. Assim, formou-se a Escola Isolada Externato Popular São Vicente de Paulo, vinculado à Escola Frontino Guimarães. O convênio perdurou até o ano de 1979.

A Rua Voluntários da Pátria, ainda de terra, nessa época, abrigava muitas residências e comércio varejista. Circulavam por ela duas linhas de bondes com destino ao Largo de São Francisco e à Vila Mariana.

O terreno onde se localiza o Colégio Marillac era uma chácara com entrada pela Rua Voluntários da Pátria e com caminho de terra rodeado de árvores que levava até o cômodo que abrigava a primeira sala de aula. A comunidade de Santana, mesmo não tendo, inicialmente, seus filhos estudando no Colégio, participava amplamente das atividades promovidas pelas Irmãs de Caridade para ampliar o atendimento às crianças da região.

Com o aumento de turmas, foram ampliadas as instalações, além de obterem as devidas autorizações de funcionamento dos cursos oferecidos. A grande ampliação das instalações concluída em 1964 foi realizada pelas Irmãs Catarina Tambellini e Cecília Broslotin. Muitas festas, gincanas e jantares foram organizados para angariar fundos necessários para as construções.

Em 1960, foi concedida a autorização de funcionamento do Curso Primário. Nesta mesma data, introduziu-se o Curso Ginasial, passou a manter os alunos com gratuidades custeadas pelo convênio entre a Cúria e Estado. As primeiras turmas particulares do Curso Primário (atual: 1º a 5º anos do Ensino Fundamental) foram introduzidas em 1973.

As Irmãs de Caridade, em sua missão educacional, proporcionavam também um regime de semi-internato, além de acolher meninas órfãs que moravam na ala residencial das irmãs. A permanência do Orfanato no Colégio estendeu-se até aproximadamente, 1977. A abnegação das Irmãs de Caridade com as pessoas carentes comovia a comunidade que continuava a realizar doações materiais para a ampliação do atendimento. A já extinta Loja Maristela, tradicional em Santana, destacou-se por muitos anos pela doação de uniformes às crianças carentes. Nesse período, um espaço modesto reservado para as celebrações religiosas, ocupava o segundo andar do prédio nos fundos do terreno.

A Comunidade Marilaquiana adquiriu fama na Zona Norte da capital paulista e aumentou o número de alunos que buscavam uma oportunidade de estudar em uma boa escola com custo reduzido ou gratuito. Na década de 80, eram atendidos aproximadamente, 2.500 alunos.

No final da década, no ano de 1988, as Irmãs de Caridade não podendo dar continuidade ao processo de manutenção do Colégio, solicitaram à Cúria a transferência de Mantenedora. Nessa época, o Colégio realizou novas ampliações em suas dependências. Foram construídos laboratórios, salas de audiovisuais, uma nova sala dos professores e a Capela situada no pátio central.

Ao completar 60 anos, em 2000, foram realizadas diversas atividades comemorativas: Projeto Interdisciplinar (Retrospectiva do Século XX), VII Olimpíada Interna, Festa da Primavera, Exposição de fotos, objetos, vídeos e documentos da história desses 60 anos.

Em julho de 2000, novos membros assumiram a mantenedora. Com as mudanças, foram realizadas adequações no espaço físico e instalação da biblioteca com aproximadamente 10 mil volumes e interligada às outras bibliotecas das unidades do Centro Universitário Assunção - UNIFAI - que passou a fazer parte da nossa grandiosa história.

A partir de 2005, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, também passa a fazer parte da história do Colégio Marillac, juntamente com a Arquidiocese de São Paulo.

Em 2006, o Colégio estabelece parceria técnico-pedagógica com a Faculdade de Educação da PUC-SP que passa a assessorar as ações pedagógicas do Marillac. Em 2010, inicia-se o processo de construção do nosso novo projeto pedagógico, em com apoio de especialistas da Faculdade de Educação da PUC.

Em 2010, o Marillac firma parceria com a Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação – PUC-SP para desenvolvimento do Projeto de inclusão de alunos surdos em escola de ouvintes. Como parte do projeto, o Marillac inclui, a partir de 2011, LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais, ao currículo escolar. O projeto rapidamente passa a ser destaque pelo seu perfil inovador e de respeito à Cultura Surda.

Em 2015, em comemoração aos 75 anos de existência, foi realizada uma Missa Solene em Ação de Graças presidida pelos Padres Mantenedores que contou a presença de Dom Carlos Lema Garcia, Bispo Auxiliar de São Paulo e Vigário Episcopal para Educação e a Universidade da Arquidiocese de São Paulo. Os Marilaquianos presentes e convidados, participaram, após a missa, de coquetel comemorativo.

Em 2016, o Colégio Marillac firma parceria com a Eleva Plataforma de Ensino para fornecimento de materiais didáticos aos alunos e assessoria pedagógica à equipe pedagógica. Com isso, a partir de 2017 o Marillac passa a oferecer aos alunos e professores um dos melhores materiais didáticos existentes no mercado editorial. A parceria traz também mais uma inovação, a inclusão no currículo de aulas de inteligência emocional e habilidades sociemocionais do LIV – Laboratório Inteligência de Vida. Portanto, o Marillac, dois anos antes da aprovação da nova BNCC – Base Nacional Comum Curricular, oferece aos alunos aulas que passarão a ser obrigatórias em todas as escolas a partir de 2020.